A importância da vacinação para evitar maiores problemas

A estação mais fria do ano está chegando e, nessa época, a incidência de doenças respiratórias aumenta, podendo trazer dificuldades aos sistemas de saúde público e privado. A vacinação é reconhecida como uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde da população. Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação desses agentes infecciosos e evita sobrecarga nos sistemas de atendimento.

Em abril deste ano, teve início a campanha de vacinação contra a gripe (influenza) em todo o país. A imunização foi oferecida num primeiro momento aos grupos prioritários como idosos, gestantes, crianças, profissionais da área da saúde e portadores de doenças crônicas ou condições clínicas que aumentam o risco de complicações e morte em caso de infecção pelo vírus. Ações como esta são fundamentais, visto que doenças respiratórias, junto das cardiovasculares e diabetes, estão entre as comorbidades mais comuns que precisam de internação. “O objetivo é proteger a população que integra o público-alvo para reduzir as complicações, as internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus influenza”, afirma a Diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri.

Dados do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), em 2024, mostram que 64% das hospitalizações por gripe e 87% das mortes derivadas deste problema ocorreram entre pessoas com comorbidades. No grupo dos idosos, os índices são ainda mais altos: 85% das internações e 91% dos óbitos envolveram pacientes com alguma condição pré-existente.

A enfermeira Renata Capponi, chefe da Equipe de Imunizações da Secretaria de Saúde de Porto Alegre, destaca a importância da imunização dos grupos prioritários. “Crianças menores de seis anos, pessoas com mais de 60 anos e gestantes têm maior risco de ter complicações da influenza, por isso devem se vacinar antes do período mais frio”, alerta.

A vacina contra a influenza é considerada por especialistas em saúde – médicos e cientistas – a principal medida de prevenção. Ela contribui para reduzir a gravidade da doença, o número de hospitalizações e os óbitos, além de oferecer proteção durante o período de maior circulação dos vírus.

No mês de maio, o Ministério da Saúde autorizou a vacinação para todos os públicos. Para receber a imunização, basta procurar uma Unidade Básicas de Saúde (UBS) do município com documento de identificação e cartão do SUS. Neste ano, já foram registradas 37 mortes em decorrência da infecção pelo vírus influenza. Dessas, 25 foram entre idosos e dois entre crianças abaixo dos cinco anos de idade. Os números estão disponíveis no painel das hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul.( ti.saude.rs.gov.br/srag).

A vacina também está disponível em clínicas e estabelecimentos da rede privada. Para mais informações, acesse sempre os canais oficiais da Secretaria Estadual de Saúde e da Secretaria de Saúde do seu município. Vacine-se!

 

 

 

Fonte de Informação: Secretaria Estadual de Saúde; Secretaria Municipal de Saúde;Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs)


 

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